Histórias

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Um martelo com muito sal e pimenta

Por Ana Tulha Noite de 23, manjericos à janela, romaria nas ruas, brisa de sardinha assada a polvilhar a festa, sinfonia de martelos a compor a folia do santo mais portuense. A banda sonora típica da festa encerra uma tradição com mais de 50 anos, com muito sal e pimenta à mistura. Literalmente. É que foi precisamente num saleiro/pimenteiro fora do comum, vislumbrado numa viagem ao estrangeiro, que Manuel António Boaventura foi buscar a inspiração para os martelinhos – mais tarde, martelinhos de São João. Sim, só mais tarde. Porque, quando o (falecido) empresário de Viana do Castelo o criou, […]

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Vítor Constâncio: guarda-redes sob fogo cruzado

Texto de Alexandra Tavares-Teles “É um perfilado muito difícil”, avisam. Descrevem-no “incapaz de falar de si, publicamente”, uma personalidade “reservada, muito associal”. E, por isso, “com poucos amigos”. Duarte da Cunha, economista de 76 anos, é o companheiro de sempre. Conheceram-se no Liceu Pedro Nunes vai para mais de seis décadas. Partilhavam a turma, a equipa de andebol – Vítor jogava à baliza, Duarte, um ano mais velho, na frente -, o caminho de regresso a casa. Que a certa altura, porém, bifurcava: Duarte, filho de médico bem-sucedido, morava na Lisboa da classe alta a que pertencia; Vítor, filho único […]

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O Miguel salvou milhares de vidas. Agora é ele que precisa de ajuda

Para muitos é a primeira vez que veem o mar. Para alguns, a primeira e última, antes de serem engolidos pelas águas do Mediterrâneo às portas da Europa. Miguel Duarte, hoje com 26 anos, salvou muitos da morte certa. Desde 2014 que acompanhava atentamente a crise dos refugiados e migrantes no Mediterrâneo Central. Impressionava-o o destino destes milhares de pessoas que, após longas, sofridas e mortíferas travessias por terra, partiam das praias da Líbia em botes de borracha lotados, com poucas probabilidades de alcançar a costa europeia. "Acreditava que estava a assistir à grande crise humanitária [...]

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André Almeida Rodrigues: Realizador por conta própria

Texto de Sara Dias Oliveira Na escola primária dizia que queria ser ator. Aos 14 anos estava no Grupo Dramático e Musical Flor de Infesta, em São Mamede de Infesta. André Almeida Rodrigues fez de tudo no teatro amador. Foi ator, técnico de luz, de som, escritor de peças. “A Fábula aos Esses” foi a sua estreia em cima do palco e na arte da dramaturgia. Terminou o secundário, entrou em teatro na faculdade, desistiu, descobriu o amor pelo cinema num workshop de verão em Lisboa, entrou no curso de Cinema e Audiovisual na Escola Superior Artística do Porto. Parou […]

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