Praça da Liberdade

Opinião

#Martin

Oura é uma freguesia pequenina, no concelho de Chaves, com um coração tão grande que não cabe lá dentro. São 420 quilómetros de coração, a distância entre Lisboa e aquele paraíso mesmo ao pé de Vidago. A aldeia é antiga, até o Império Romano lhe achou piada, mas tem um grupo de jovens dinâmico e atento, ao ponto de ao Bruno e companhia - o Grupo de Jovens Sementes de Assis de Oura -, não lhes ter passado despercebido o facto de um menino, de quatro anos, com 92 % de incapacidade, precisar de uma cadeira especial para ser transportado na rua, uma coisa básica que o Estado se demite de financiar. Mãos à obra, lá nasceu a iniciativa que nestes dois dias vai dar um colorido diferente à pacata Oura, com o apoio de clubes de futebol, empresários, bandas de música, tudo projetado no sentido de angariar fundos para ajudar o Martin, que mora nos arredores de Lisboa, mas também vai estar na aldeia. No fundo, sai de uma capital e entra noutra, porque Oura será, neste fim de semana, a capital da solidariedade.

Opinião

António Costa, cool

Antes de ir ao miniescândalo ridículo causado pelos jeans do primeiro-ministro à chegada a Luanda, vou começar por contar uma estória já antiga, tão antiga que a Manuela Moura Guedes ainda era uma pivot respeitada dos telejornais da RTP. Nesses anos finais da década de 80, inaugurava-se oficialmente (ainda que sem nenhuma parada militar no programa) mais uma edição da PORTEX, a feira da moda e do têxtil que muito fez pelas exportações do setor, a partir do Palácio de Cristal e da Exponor, desde 1987. Nesta época, a Sara Sampaio ainda não era nascida (snif) e imaginem que ainda nem sequer existiam agências de modelos, mas cada PORTEX era um acontecimento mediático que marcava a agenda dos telejornais e também, não raro, as agendas dos ministros e secretários de Estado das áreas da economia, mais, e da cultura, menos.

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