
KENZO TRIBOUILLARD/AFP
A exposição de Joana Vasconcelos em Versalhes abre esta terça-feira ao público e estará patente até 30 de setembro, com as suas 17 obras, em diálogo e confronto da arte contemporânea com a arquitetura do palácio do século XVII.
Entre as obras escolhidas para a exposição contam-se "Mary Poppins", peça de 2010 feita em crochet e tricô, "Marilyn", de 2011, dois sapatos gigantes compostos por panelas e tachos portugueses, e "Coração independente", em vermelho (2005) e em negro (2006), feito de colheres de plástico.
A artista plástica rodeou-se de várias personalidades para a inauguração da exposição, decorrida na segunda-feira, como a fadista Mariza, o escritor Valter Hugo Mãe, que assina o texto do catálogo oficial, os designers de moda Storytailors, Dino Alves e Filipe Faísca, e o chefe de cozinha José Avillez.
Joana Vasconcelos, 40 anos, descrita pela revista Le Figaro como "a estrela portuguesa da arte contemporânea", é a primeira mulher convidada pelo Palácio de Versalhes a expor no monumento.
Em 2013 Joana Vasconcelos irá representar Portugal na Bienal de Arte Veneza, em Itália.
Apesar da artista plástica ter participado antes na prestigiada bienal, a convite da organização, é a primeira vez que representará oficialmente Portugal.
Em declarações à Lusa, Joana Vasconcelos considerou que o trabalho final ficou "mais extraordinário" do que o projetado.
"Entre aquilo que estava projetado, o que se vê é mais extraordinário", disse a artista. "Apesar de ter projetado, de ter feito fotomontagens, de ter preparado muito bem esta exposição, fiquei muito surpreendida com a relação das peças com o espaço e com a maneira como elas conseguem manter a sua autonomia e interagir com essa arquitetura muito particular que é Versalhes: superdecorada, superluxuosa, e com uma tendência para abafar tudo aquilo que se ponha lá dentro", disse a artista.
Entre as obras criadas para a exposição, a artista plástica destacou a série "Valquírias" e a grande tapeçaria "Vitrail" (2012), de 13 metros quadrados, que foi executada pela Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, um dos últimos centros de produção artística contemporânea de tapeçaria mural do mundo.
