
A 36.ª Edição do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), que terá lugar de 29 deste mês a 10 de junho, no Porto, não vai contar com qualquer financiamento do Estado português, mas com apoios do Governo brasileiro.
A confidência foi de Mário Moutinho, diretor do FITEI, esta quarta-feira, em conferência de Imprensa, na qual revelou ter-se chegado a ponderar "se a iniciativa deveria ser apresentada como um festival ou como uma mostra de teatro brasileiro", uma vez que das 14 companhias que participam no evento, 11 são brasileiras.
Sublinhou a opção por se manter a designação de festival porque "não é uma mera mostra, é sim um polo de intercâmbio, porque trazemos diretores, atores, de companhias, de festivais, que trocam impressões entre eles e que estabelecem acordos de programação para os seus festivais".
A edição deste ano, que Moutinho denominou "festival da resistência" só é então possível devido ao apoio da Fundação Nacional das Artes do Governo brasileiro (FUNARTE), que convidou o FITEI a programar 10 espetáculos para integrarem o Ano do Brasil em Portugal, que atualmente se comemora.
Este ano, o evento está assegurado, mas o diretor sublinhou que "no futuro nada está garantido, mas como estamos habituados a resistir, penso que iremos sobreviver".
