
Projeto Zéthoven no Palácio de Belém, em 2012, com o maestro Luís Cipriano à frente
DR
Luís Cipriano, 48 anos, maestro, presidente da Associação Cultural da Beira Interior, na Covilhã, é claro: "A nós chamam-nos loucos se andarmos em ensaios com o coro, todos os dias, durante três meses. Mas é o preço a pagar pela qualidade. E a esses respondo que é assim que se ganham medalhas".
A razão do maestro é imbatível. O Coro Misto da Beira Interior, que ele fundou há 23 anos, e que se especializou em música sacra, tem quase meio milhar de concertos difundidos por 26 países, 14 discos editados e uma lista de prémios infindável, incluindo medalhas nas Olimpíadas de Coros, na Coreia do Sul, em 2002. O maestro explica o preço a pagar. "É uma distinção única - somos o coro português mais premiado internacionalmente -, mas para levarmos 30 pessoas às Olimpíadas tivemos que pedir um empréstimo que, 11 anos depois, ainda estamos a pagar. É assim, mas as medalhas são nossas e essas não têm preço".
Hiperativo, frontal, com ar de samurai, Luís Cipriano fundou a associação para promover a inclusão social e o crescimento humano através das artes, nomeadamente da música.
Leia mais na versão e-paper ou na edição impressa.
