
F.C. Porto - Boavista é este domingo, às 20.15 horas
José Mota/Global Imagens
Tripeiros de gema, do Porto nuclear. Um, da Sé, portista ferrenho, outro, de Massarelos, boavisteiro medular. Personagens-tipo de clãs rivais mas da mesma tribo e da mesma dimensão folclórica da bola. Este domingo, durante hora e meia, no dérbi da Invicta, Lourenço, trompetista das Antas, e Manuel do Laço, figurista do Bessa, serão, acima de tudo, emanações do caráter simultaneamente teatral e emocional dos ritos coletivos do futebol. Afinal, apenas adeptos comuns...
Nota prévia: António Lourenço, de 77 anos, e Manuel Sousa e Silva, de 75, são émulos cordiais. Aprenderam a admirar-se em décadas de refregas nos relvados e de ofício de adepto. "Não digo isto por vaidade e por ser um poeta da vida, mas tenho milhões de amigos, entre os quais milhares de portistas e um em especial, o meu amigo Lourenço. Quanto ao jogo, só digo uma coisa: temos de entrar a rir e de sair abraçados", afirma Manuel do Laço.
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