Os juros da dívida soberana estão, esta quarta-feira, a bater máximos históricos no mercado secundário a 2, 5 e 10 anos, numa tendência seguida pela Grécia e pela Irlanda, no dia em que Portugal regressa aos mercados para emitir dívida.
Pelas 9,31 horas, os juros exigidos pelos investidores para transaccionar títulos de dívida soberana portuguesa a cinco anos negociavam, em média, nos 12,267%.
Este valor fica acima dos 12,253% do fecho da sessão de terça-feira, tocando um novo máximo histórico desde, pelo menos, a entrada de Portugal no euro (1999), segundo a agência de informação financeira Bloomberg.
O 'spread' face à dívida alemã nesta maturidade estava nos 1005 pontos base neste prazo.
Também a 10 anos os juros dos títulos portugueses negociavam em recordes históricos, ao transaccionar nos 10,68%, acima dos 10,754% da sessão anterior, enquanto o 'spread' face à dívida alemã atingia os 774,02 pontos base, também neste caso o máximo jamais registado.
As obrigações soberanas a 10 anos têm vindo a bater sucessivos máximos históricos no mercado secundário.
No prazo mais curto, a dois anos, os juros dos títulos portugueses negociavam nos 12,158%, também neste caso um novo máximo histórico, enquanto o 'spread' face à dívida alemã atingia o recorde de 1058 pontos base.
Portugal regressa esta manhã ao mercado com dois leilões de Bilhetes do Tesouro com maturidades a três e a seis meses, onde prevê arrecadar entre 750 e mil milhões de euros.
Esta emissão acontece no mesmo dia em que o Tesouro tem de amortizar cerca de seis mil milhões de euros de dívida em fim de maturidade.
Além de Portugal, também esta manhã estão em alta os juros da dívida dos outros dois países que recorreram a ajuda externa: Grécia e Irlanda.
Os títulos da dívida grega a cinco anos negociavam esta manhã nos 19,114% no mercado secundário, num novo máximo histórico, a mesma tendência das obrigações irlandesas deste prazo que batiam um recorde ao tocarem os 12,229%.
