
A taxa de desemprego em Portugal aumentou de 3,9% em 2000 para 12,7 % em 2011, subindo para 14,9% no primeiro trimestre de 2012, divulgou, esta terça-feira, o Governo.
De acordo com o relatório "A Evolução Recente do Desemprego" em Portugal, elaborado pelo Executivo e divulgado esta terça-feira, esta tendência de aumento deverá manter-se, tendo o Governo revisto em alta as previsões da taxa de desemprego para 15,5% este ano e 16% em 2013.
"Esta evolução resulta do ciclo económico e de um ajustamento importante que está a decorrer na economia portuguesa, nomeadamente na sequência de vários desequilíbrios acumulados ao longo da última década", lê-se no documento.
Esta evolução "está ainda associada a um substancial agravamento do desemprego estrutural (nível de desemprego que prevalece na economia, mantendo-se as suas características estruturais, em particular as relativas ao mercado do trabalho e do produto) decorrente de elementos de rigidez até aqui presentes no mercado laboral, tal como a estrutura do subsídio de desemprego ou a elevada segmentação entre contratos de trabalho a termo e outras formas flexíveis de contratação e contratos de trabalho sem termo", refere o relatório.
No relatório, divulgado pelo Ministério da Economia e do Emprego, são identificadas algumas das principais causas para a evolução do nível de desemprego em Portugal no final de 2011 e início de 2012.
Na última reunião em sede de concertação social, a 1 de junho, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou previsões mais pessimistas para a taxa de desemprego no nosso país. Os novos números apontam agora para uma taxa de desemprego média para a totalidade deste ano de 15,5%, ao contrário dos 14,5% anteriormente esperados, e de 16%, contra uma melhoria esperada para os 14,1%, incluído no anexo que tanta polémica deu por não ter sido entregue aos deputados na mesma altura que o DEO foi entregue à Assembleia da República.
Vítor Gaspar disse na altura esperar que em 2013, altura em que estima novo recorde da taxa de desemprego para os 16% (totalidade do ano), esta taxa comece finalmente a inverter a tendência e apresente melhorias.
