
Paulo Lourenço/JN
A greve na CP esta a afetar de modo menos intenso do que em outras paralisações os utentes da Linha de Sintra, o maior eixo suburbano de Lisboa. Na Linha de Cascais, passageiros dizem que nem notaram eventuais atrasos, apenas mais gente nas carruagens.
Na estação de Sete Rios, cerca das 8 horas, o JN falou com alguns passageiros, que acabavam de chegar e confirmaram que o comboio em que viajaram cumpriu "rigorosamente" o horário anunciado nos serviços mínimos.
"Entrei no Cacém e até Queluz nem vinha muito cheio", adiantou Maria Otília, enquanto ao lado outra passageira confirmava que a viagem foi "bem mais tranquila" do que em outras greves. "Pelo menos hoje ninguém veio tipo sardinha em lata", sublinhou.
Nesta estação o movimento é quase normal, só destoando por alguns avisos sonoros que dão conta do cancelamento de algumas ligações na Linha da Azambuja.
Já nas ligações Sintra-Lisboa, as chegadas estão a ocorrer com um intervalo de sensivelmente 30 minutos.
Linha de Cascais sem grandes problemas
Apesar de algumas supressões, na Linha de Cascais os serviços mínimos estão a ser cumpridos e os passageiros confessaram apenas notar muito mais gente nas composições do que num dia normal.
"Vim de Oeiras e nem estive muito tempo à espera, nada parecido com a confusão que apanhei em outras greves", adiantou, em passo acelerado, uma passageira na estação do Cais do Sodré.
Cercas das 9 horas, o JN assistiu à chegada a Lisboa de dois comboios, separados por poucos minutos, o que confirma que os transtornos na manhã desta quarta feira estão a ser menores do que o previsto.
"Vinha era muito cheio, e como os comboios são velhos, já havia gente a sentir-se mal com o calor", contou ao JN Joana Ferreira, uma jovem estudante acabada de chegar de São João do Estoril.
