
Os trabalhadores da Moviflor de Braga entraram em greve, esta segunda-feira, por tempo indeterminado. Segundo os trabalhadores, a empresa, que está a ser alvo de um Plano de Especial de Revitalização, apenas pagou 20% do salários de fevereiro.
"Têm três salários em atraso de 2013, mais os respetivos subsídios de férias e natal. Janeiro deste ano não foi pago e esta situação acontece, não só aos 15 trabalhadores de Braga, mas também aos mais de 500 espalhados por todo o país", denuncia Manuel Carvalho, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércios, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).
Esta segunda-feira de manhã, os trabalhadores manifestaram-se à porta das instalações da empresa em Braga, situada na Avenida de Sequeira, com a distribuição de panfletos aos automobilistas que paravam na passadeira e com um faixa onde se podia ler: "Exigimos pagamento dos salários".
Segundo o dirigente sindical, o Plano de Especial de Revitalização (PER) previa a regularização dos salários, mas não está a ser cumprido. "Esta situação está a afetar severamente todos os trabalhadores da Moviflor do país. Pedimos uma intervenção séria do governo e que apure o que se está a passar com este PER", frisa Manuel Carvalho.
A CESP afirma que a Moviflor tem cerca de 830 trabalhadores, dos quais 320 foram incluídos num plano de despedimentos da empresa. A greve dos funcionários de Braga vai manter-se pelo menos até ao dia 14, dia em que os trabalhadores poderão suspender os contratos.
O JN está a tentar contactar com a administração da Moviflor, mas até ao momento sem sucesso.
