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O presidente da Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, instou esta quinta-feira o Governo a fazer a reforma do Estado, para "acabar com o monstro" e gerar mais eficácia, considerando que esta medida é fundamental para o desenvolvimento pós-'troika'.
"A CIP considera que a reforma do Estado deve ser um elemento central da estratégia de desenvolvimento pós-'troika'. É imprescindível acabar com o monstro e criar um Estado ágil e eficaz que responda às necessidades dos cidadãos e das empresas", afirmou António Saraiva, durante o seu discurso de tomada de posse, dirigindo-se diretamente aos membros do Governo presentes na cerimónia.
Segundo o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), "sem concretizar esta reforma não será possível passar de uma lógica de cortes transversais e potencialmente reversíveis para uma lógica de redução estrutural da despesa corrente primaria".
António Saraiva considerou que uma estratégia de consolidação orçamental só será possível com a redução estrutural da despesa.
"Com ou sem programa cautelar é sempre preciso que o rumo traçado na condução das políticas económicas seja previsível e concretizado num quadro de um compromisso nacional", sustentou.
"Esse rumo pressupõe uma estratégia de crescimento sustentável assente na competitividade internacional da economia e no estímulo do investimento empresarial e criação de baseada na redução estrutural da despesa, de modo a possibilitar emprego e pressupõe também uma estratégia de consolidação orçamental a redução da carga fiscal e políticas que favoreçam o investimento", afirmou.
Entre os compromissos para o triénio 2014-2016, António Saraiva garante a continuação da "participação e intervenção na concertação social" como "uma das atividades centrais da CIP".
"Aprofundaremos a sua intervenção a nível da definição das grandes linhas da contratação coletiva no âmbito das alterações introduzidas no código de trabalho em articulação com as associações setoriais", afirmou.
O presidente da CIP afirmou ainda que continuará a atuar "com vista a ressaltar algumas das soluções contidas no código de trabalho que, no contexto atual, ainda se revelam como falhas de atuação, defendendo um mercado de trabalho mais flexível e menos segmentado".
Só desta forma, afirmou, será possível "estimular a criação de mais e melhor emprego".
O ato de recondução de António Saraiva foi presenciado pelo vice-primeiro-ministro, paulo portas, e pelos ministros da Administração interna, Miguel Macedo, e da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares.
