Quando olhou para um recibo de outubro, Fernando Jorge, do Sindicato dos Funcionários Judiciais, reparou num desconto de 5,6%, bem acima dos 3,5% com que se habituou a conviver entre 2011 e 2013. "Deduzo que esta diferença de corte tenha a ver com o acerto relativo a setembro, porque no recibo não há qualquer explicação", referiu.
A falta de informação levou a que pelas redes sociais muitos funcionários públicos tivessem já começado a questionar o valor do corte. Atentos, os dirigentes sindicais dizem que vão pedir explicações aos serviços e admitem contestar esta parcela do corte relativa a setembro.
"Vamos pedir aos serviços jurídicos que analisem esta situação", referiu Amândio Alves, do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos. A mesma orientação vai ser seguida pelo SFJ e, em declarações ao Dinheiro Vivo, José Abraão, dirigente do Sintap/Fesap, acrescenta que esta estrutura sindical dará todo o apoio aos trabalhadores que queiram contestar este duplo corte.
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