A Base Aérea 11, sedeada em Beja, está a ser utilizada durante o Euro como reserva dos aeroportos civis para o estacionamento de charters. A operação é coordenada pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), com o apoio da coordenação dos slots (horários e rotas) do Aeroporto de Lisboa e Força Aérea Portuguesa (FAP). Além dos aviões de grande porte de diversas companhias europeias, a pista alentejana recebe os três aviões-radar da NATO, Boeing 707 adaptados à função de radar.
Depois de largar os passageiros nos aeroportos civis, as aeronaves rumam à Base de Beja, onde estacionam, só voltando a descolar para recolher os passageiros e regressarem aos destinos de origem. Segundo o coronel Carlos Barbosa, da FAP, foi disponibilizado um número de lugares utilizados em função das necessidades da aeronáutica civil.Entre domingo e quinta-feira, a BA 11 recebeu 38 aviões procedentes dos aeroportos nacionais conforme a necessidade de estacionamento em cada um e de acordo com a gestão do tráfego e das chegadas, disse Carlos Barbosa.
Quanto aos aviões-radar, os E3A-AWACS, vindos da Alemanha, têm uma tripulação de 17 elementos e «operam a partir de Beja com o apoio directo à tripulação efectuado pelo pessoal da FAP», assegurou a mesma fonte. As tripulações são compostas por militares britânicos e alemães e a sua actividade diária fora das horas de serviço está confinada à BA 11, onde dormem e tomam as refeições, estando as acções de manutenção, reabastecimento e segurança ao cuidado da FAP.
