
Mil milhões de euros por ano. Este é o corte que a Volkswagen vai aplicar na sequência do plano de eficiência ontem apresentado pela marca de Wolfsburgo. Plano que poderá ameaçar o futuro dos fornecedores da marca do grupo alemão, de acordo com os analistas contactados pelo Dinheiro Vivo.
O Governo português - recorde-se - ainda não recebeu quaisquer garantias da parte do grupo alemão sobre a continuação do investimento de 677 milhões de euros na Autoeuropa até 2018.
"É perfeitamente possível que, através dos cortes, acabe por haver despedimentos e que os fornecedores sejam afetados", admite a analista-chefe do setor automóvel da BMI Research, Anna-Marie Baisden. Os cortes em investimentos considerados como não-prioritários já tinham sido antecipados pelo líder do grupo Volkswagen, Matthias Muller.
