
Processo com Carrilho decorre no Campus da Justiça
Leonardo Negrão/Global Imagens
"Pensamentos autodestrutivos", "situação de caos psicológico" e "agressividade dirigida a si próprio". Estas foram algumas das expressões utilizadas por Joaquim Cabeças para descrever a avaliação clínica que fez de Manuel Maria Carrilho.
O médico psiquiatra, a que o professor universitário recorreu em dezembro de 2013, um mês após o seu divórcio de Bárbara Guimarães, esteve esta segunda-feira a depor no Campus de Justiça, em Lisboa, naquela que foi a terceira audiência do processo em que o socialista é acusado de ter difamado o ex-padrasto da apresentadora (Carlos Teixeira Pinto) tendo dito publicamente que este a teria tentado violar.
O médico relatou que, na altura, diagnosticou a Carrilho "sintomatologias de uma depressão" e que este terá pensado em suicidar-se. "Um dos pensamentos do professor foi ir para a ponte e atirar-se dali abaixo", revelou o psiquiatra, que continua a seguir o ex-ministro. Foram ainda ouvidas uma testemunha da acusação e mais seis da defesa, entre estas o irmão e a cunhada de Carrilho.
Francisco Carrilho afirmou que Bárbara lhe confidenciou que o ex-padrasto lhe "metia frequentemente as mãos" e lhe fazia um "assédio infernal". O julgamento continua no próximo dia 10, com alegações finais.
