Viana do Castelo recebe, no próximo fim-de-semana, as primeiras jornadas nacionais da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral. A iniciativa pretende, além da parte científica, dedicar uma parte exclusiva para o esclarecimento da população.
"Gostaríamos que as pessoas tivessem um maior conhecimento sobre o que é um AVC e que ficassem sensibilizadas para as regras de vida que devem ser tomadas como prevenção", referiu o presidente da SPAVC, Castro Lopes. Segundo o médico, desde há dez anos que a sociedade realiza encontros científicos que têm permitido aumentar os conhecimentos técnicos dos especialistas, "mas há necessidade de levar esse mesmo conhecimento às populações, pois é a falta dele que continua a ser a principal causa de morte em Portugal".
Com as jornadas, a SPAVC pretende, também, alertar o Governo "para a aposta que deve ser feita na criação de um maior número de unidades de AVC nos hospitais. "As que existem são insuficientes e não estão devidamente equipadas", referiu Castro Lopes. A título de exemplo, este especialista apontou um exemplo na região "O Hospital Conde Bertiandos, de Ponte de Lima, apesar de ter uma unidade dessas, a partir da meia-noite não funciona porque, simplesmente, não efectua TAC a partir dessa hora". M.R.
