
A arguida durante uma das primeiras sessões do julgamento
Global Imagens /Arquivo
Carla Costa, empresária da noite na zona do Porto, foi condenada, pelos juízes das Varas Criminais do Porto, a dois anos e três meses de cadeia, com pena suspensa, por ter mandado cinco indivíduos agredir o ex-namorado, seu sócio, até que este assinasse uma cessão de quotas que, alegadamente, a livraria de uma dívida de 300 mil euros.
Aos alegados comparsas coube uma pena de um ano e dez meses para cada, punição também suspensa por igual período. Estavam todos acusados, em coautoria, de extorsão agravada e detenção de arma proibida, o que o tribunal não deu como provado. As condenações ficaram-se pelos crimes de ofensas à integridade física qualificada e violação de domicílio.
Carla Costa, de 41 anos, era namorada mas também sócia de António Brito, de 46, na exploração do bar "Blá Blá", em Matosinhos, estabelecimento que fechou com uma dívida de 300 mil euros.
Em julho de 2011, Carla abriu outro estabelecimento do género na zona Industrial do Porto. Mas aí Brito ficou como simples funcionário. Zangas e intrigas terão então iniciado o que levou a que, em outubro desse ano, o namoro acabasse, continuando porém Brito a residir num apartamento do Porto, pertença de Carla.
Por resolver ficava a dívida do "Blá Blá", pelo que, em maio de 2013, Carla intimou o ex-namorado a assinar um documento de cessão de quotas e responsabilidade total pelo calote de 300 mil euros. Brito recusou a "prenda". Então, dizia a acusação, Carla decidiu jogar duro, contratando um grupo de cinco indivíduos para forçar o ex-namorado a fazer-lhe a vontade.
Foi assim que, a 8 de junho de 2013, a arguida, mais os alegados cúmplices, Amílcar, Nélson, João, Honório e Vítor - todos de porte físico considerável - foram fazer uma espera a António Brito. Quando este saía de casa, foi confrontado com o grupo e uma pistola apontada à cabeça, sendo forçado a reentrar na companhia dos atacantes.
Lá dentro, diz a acusação, houve discussão mas o que sobressaiu foram socos, pontapés e ameaças com uma arma, "argumentos" que "convenceram" António Brito a assinar o documento onde assumia a dívida de 300 mil euros. À saída, além de expulsar a vítima do local, os indivíduos ainda lhe roubaram um telemóvel e a carteira com 400 euros.
