A obra da hidroelétrica Belo Monte, em Altamira, na Amazónia brasileira, foi paralisada devido à ocupação de um dos seus estaleiros por índios e por movimentos sociais, divulgou, esta terça-feira, a concessionária Norte Energia.
De acordo com a empresa, estima-se que 80 manifestantes estejam no local desde a noite de segunda-feira. Durante a ocupação, uma ambulância, um autocarro e os postos de vigilância foram controlados pelos índios e membros de movimentos sociais.
Alguns operários foram mantidos reféns, mas libertados horas depois, segundo a Norte Energia. A empresa afirmou que introduzirá uma ação judicial para reaver a posse da obra.
Considerado um dos maiores empreendimentos hidroelétricos do mundo, a construção de Belo Monte tem gerado polémica devido à sua localização, no coração da Amazónia.
A central está localizada perto de áreas onde ainda hoje vivem comunidades indígenas. Ambientalistas do mundo inteiro têm alertado para os prejuízos à biodiversidade do local que o empreendimento poderá acarretar.
Por outro lado, a obra é apoiada por aqueles que defendem a necessidade de mais energia para o Brasil. Com um custo de 13 mil milhões de dólares (10,4 mil milhões de euros), a barragem deverá fornecer 11.233 megawatts ou 11 por cento da capacidade instalada do país.
