A sessão desta quarta-feira do julgamento do "mensalão" foi encerrada sem uma conclusão final sobre a pena a ser cumprida pelo empresário brasileiro Ramon Hollerbach, condenado até o momento a mais de 25 anos de prisão.
Os juízes estiveram 12 dias em recesso e a sessão foi retomada hoje com a expectativa de que os ânimos estivessem mais calmos e que isso pudesse gerar uma maior agilidade nas discussões.
O que aconteceu, no entanto, foram novos pontos de conflito, que geraram embate entre os magistrados que ficaram por se resolver na sessão desta de hoje.
Um dos pontos ainda em aberto diz respeito à forma de calcular a pena para o crime de evasão de divisas cometido pelo empresário Ramon Hollerbach, ex-sócio de Marcos Valério na empresa de publicidade que realizava os pagamentos ilícitos aos parlamentares.
Hollerbach foi condenado ainda por corrupção ativa, branqueamento de capital, formação de quadrilha (associação criminosa, em Portugal) e peculato, com uma condenação que até o momento já ultrapassa os 25 anos de prisão.
A única pena definida até o momento é a do ex-publicitário Marcos Valério, condenado a mais de 40 anos de prisão.
