
O primeiro-ministro russo e dirigente da Rússia Unida, Vladimir Putin, classificou como "óptimo" o resultado obtido nas eleições parlamentares, sem fazer qualquer referência à perda da maioria constitucional, e prometeu continuar a sua política.
A Rússia Unida venceu as legislativas de domingo com 49,99% dos votos, de acordo com os resultados referentes a 75% das assembleias de voto, anunciou a comissão eleitoral central.
O Partido Comunista, principal força da oposição na Duma (câmara baixa do parlamento), obtém 19,35%, o partido Rússia Justa (centro-esquerda) 12,98% e o partido Liberal-Democrata (nacionalista) 11,80%.
O resultado da Rússia Unida assinala, no entanto, um significativo recuo da formação de Putin, que no escrutínio de 2007 tinha garantido 64,3% dos sufrágios.
"Não obstante todas as dificuldades, as crises, os fracassos e êxitos, os eleitores continuam a confiar em nós", referiu Vladimir Putin, comentando os resultados das primeiras sondagens à boca da urnas.
"O resultado das eleições da Duma Estatal é óptimo, reflecte a situação real no país e permite garantir um desenvolvimento seguro da Rússia", frisou, deixando "um grande obrigado a todos os que contribuíram para este resultado".
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, que também era cabeça de lista do Partido Rússia Unida, disse que o resultado foi "normal" e "reflecte a correlação de forças no país".
O dirigente russo admitiu ser necessária uma coligação na câmara baixa do Parlamento Russo em algumas situações. "A nossa Duma Estatal deve ser viável. O que precisamos de fazer para ser assim? Precisamos de ter um grupo parlamentar muito forte da Rússia Unida e precisamos de ter boas relações com os nossos parceiros na Duma Estatal", comentou, na sede do Partido Rússia Unida.
O presidente Medvedev prometeu para breve uma mensagem ao Parlamento, na qual deverá apontar as tarefas para o futuro. "O champanhe fica para o fim da contagem de votos", concluiu.
O dirigente do Partido Ibloko (liberal), Serguei Mitrokhin, não excluiu a possibilidade de esta força política exigir a anulação do escrutínio devido às "violações em massa nas mesas de voto".
