
O presidente da Coreia do Sul apelou à calma e concentração da população nas suas actividades diárias, após o anúncio da morte do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il. Em conversa telefónica, recebeu o apoio do presidente dos EUA no sentido de assegurar a estabilidade na região.
"O presidente Lee [Myung-Bak] apelou à população para prosseguir com as suas actividades económicas usuais sem turbulência", disse uma fonte da presidência sul-coreana em declarações à televisão de Seul.
O presidente da Coreia do Sul teve uma conversa telefónica com o presidente norte-americano, Barack Obama, cerca de duas horas depois do anúncio da morte de Kim Jong-il.
"Os dois líderes concordaram em cooperar e monitorizar juntos a situação", disse a mesma fonte.
Um comunicado da Casa Branca refere que Barack Obama "reafirmou o compromisso dos Estados Unidos para com a estabilidade na península coreana e a segurança dos aliados, a República da Coreia".
"Os dois líderes concordaram em manter o contacto em relação a eventuais desenvolvimentos da situação e em darem continuidade a uma coordenação próxima entre as respectivas equipas de segurança", acrescenta a nota.
Lee Myung-bak cancelou todos os actos oficiais programados e colocou o seu gabinete em estado de emergência após a notícia da morte de Kim Jong-il devido a um ataque cardíaco, informou a agência sul-coreana Yonhap.
A presidência sul-coreana convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança centrada na morte do líder norte-coreano para decidir as directrizes a adoptar por Seul.
Também as Forças Armadas da Coreia do Sul convocaram uma reunião de emergência sobre a gestão de crises e operações.
O Exército sul-coreano conta com 650 mil homens e encontram-se na Coreia do Sul cerca de 28500 militares norte-americanos.
Seul pediu aos Estados Unidos para monitorizarem, por satélite e avião, eventuais movimentações da Coreia do Norte, disse um porta-voz do Estado-maior das Forças Armadas sul-coreano citado pela agência noticiosa francesa AFP.
As duas Coreias encontram-se tecnicamente em guerra depois de o conflito que enfrentaram, entre 1950 e 1953, ter terminado com um armistício e não com a assinatura de um Tratado de Paz.
