
Os bombeiros de Atenas estão a remover os escombros dos edifícios que foram incendiados pelos manifestantes, no domingo, nos protestos contra as novas medidas de austeridade aprovadas. De acordo com as autoridades gregas, 138 pessoas ficaram feridas.
Pelo menos 45 edifícios foram queimados no centro da capital grega, incluindo a mais antiga sala de cinema da cidade, recentemente restaurada, assim como estabelecimentos comerciais e balcões de instituições bancárias.
Além dos incêndios provocados pelos manifestantes, várias lojas, cafés e restaurantes foram saqueados em Atenas.
As manifestações, que se registaram em todo o país, acabaram em confrontos com a polícia. De acordo com as autoridades gregas, 138 pessoas ficaram feridas nos confrontos, em Atenas, entre as quais 68 polícias e 70 manifestantes que foram obrigados a receber apoio hospitalar.
A polícia, que prendeu 67 manifestantes durante os protestos que chegaram a juntar cerca de 100 mil pessoas na Praça Syntagma, frente ao edifício do Parlamento, foi obrigada a escoltar as equipas de bombeiros que tentavam apagar os incêndios no centro da cidade.
De acordo com os repórteres da agência Associated Press, esta manhã ainda se sente um "cheiro intenso a gás lacrimogéneo" que foi lançado pela polícia de choque durante os protestos de domingo.
Os incidentes aconteceram durante a discussão e votação do novo plano de ajuda, no Parlamento grego. Os deputados aprovaram o acordo do Governo com a "troika", nos termos do qual a Grécia vai receber um novo empréstimo de 130 mil milhões de euros para impedir a bancarrota do país.
Com uma maioria de 200 votos a favor e 74 contra (num universo de 300 deputados), a Grécia deu luz verde ao pacote de resgate financeiro concedido pela "troika", formada pela Comissão Europeia (CE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
