
Perto de 50 personalidades, antigos dirigentes políticos, figuras distinguidas com o Nobel da Paz e intelectuais, apelaram, esta segunda-feira, aos membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para retirarem ao presidente sírio "a licença para matar".
Numa carta aberta divulgada esta segunda-feira pelo jornal "Financial Times", personalidades de 27 nacionalidades consideram que "as divisões no seio da comunidade internacional deram ao governo de Bashar al-Assad licença para matar" e pedem que essa licença seja retirada.
O apelo coincide com uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros no Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque, sobre "As lições da primavera árabe", que deverá abordar a questão da Síria.
Os signatários exortam o Governo russo a "juntar-se aos esforços coletivos para pôr fim ao conflito rapidamente e restabelecer a paz e a estabilidade na Síria e na região".
A carta pede aos membros do Conselho de Segurança para adotarem uma resolução a apelar ao regime sírio para cessar os ataques contra a população, libertar os detidos no âmbito da repressão da revolta popular e facilitar a ajuda humanitária no terreno.
O apelo é assinado, entre outros, pelo antigo presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, pelo antigo presidente sul-africano Frederik de Klerk, pelo ex-ministro dos Negócios Estrangeiros britânico David Miliband e pelas galardoadas com o Nobel da Paz Shirin Ebadi (iraniana) e Leymah Gbowee (liberiana).
"Este horror deve parar", defendeu Shirin Ebadi no comunicado. "A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros hoje em Nova Iorque deve fazer com que o Conselho de Segurança saia da sua letargia", acrescentou.
