
O Supremo Tribunal britânico aprovou, esta quarta-feira, a extradição do fundador do WikiLeaks Julian Assange para a Suécia para enfrentar acusações de abusos sexuais a duas mulheres.
A decisão, adiantou o presidente da instância, Lord Phillips of Worth Matravers, foi tomada por uma maioria de cinco votos contra dois.
O recurso tinha sido questionado se os procuradores do Ministério Público sueco são uma autoridade judicial e se, como tal, podem emitir mandados de detenção europeus.
Hoje, o tribunal de última instância britânico considerou ser este o caso, pelo que considerou que "o pedido de extradição de Assange foi feito legalmente e o seu recurso contra a extradição por conseguinte rejeitado".
Porém, a advogada de defesa, Dinah Rose, solicitou um período de duas semanas, o que foi aceite, para analisar a sentença e avaliar a hipótese de um recurso para reabrir o caso.
No caso de esta estratégia falhar, Assange poderá ainda recorrer junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em Estrasburgo (França).
O fundador do WikiLeaks, que permanece sob prisão domiciliária e medidas de coação desde a primeira detenção, em dezembro de 2010, não esteve presente.
É acusado por duas mulheres na Suécia de violação e agressão sexual, factos que Assange sempre contestou, alegando que as relações foram consensuais.
O pedido de extradição ao australiano já foi deferido pelo tribunal de primeira instância e pelo Tribunal Superior [High Court].
Os apoiantes alegam que o processo é uma conspiração arquitetada por Washington, em represália pela publicação pelo WikiLeaks de dezenas de milhares de documentos militares secretos sobre o Iraque e o Afeganistão e de telegramas diplomáticos norte-americanos.
