
Centenas de manifestantes, na maioria funcionários públicos, cortaram, esta segunda-feira, várias ruas do centro de Madrid num protesto contra o novo plano de austeridade aprovado pelo governo espanhol, que inclui o corte do subsídio de natal.
Várias manifestações convergiram, no final da manhã, nas ruas Gran Via e Alcalá, e incluam membros de vários setores do Estado, incluindo polícias, bombeiros, professores, funcionários administrativos e do setor de saúde.
Entre os manifestantes estão membros do Coletivo Profissional da Polícia Municipal de Madrid - um sindicato minoritário da polícia - que na sexta-feira apelou aos seus membros para que façam uma greve de zelo.
Devem, segundo o sindicato, atuar na "mais absoluta das rebeldias, trabalhando o estritamente regulamentado e não diabolizando com denúncias e mais denúncias, aos cidadãos".
O protesto, que foi convocado pelas redes sociais - e se segue a protestos contínuos e diários desde a passada quarta-feira, quando o novo plano de austeridade do Governo espanhol foi anunciado - está a ser descrito como "uma marcha fúnebre pelos serviços públicos".
A manifestação tornou-se um dos temas do momento nas redes sociais, incluindo no twitter onde a etiqueta #graciasfuncionarios (obrigado funcionários) é um dos 'trending topics' do dia.
Os manifestantes transportam cartazes em defesa do setor público e muitos levam caixões representando o que dizem ser "a morte dos serviços públicos".
Várias pessoas foram detidas nos últimos dias em protestos espontâneos - alguns dos quais acabaram em confrontos entre alguns manifestantes e polícias - no centro de Madrid, com concentrações na Puerta del Sol, em frente ao Congresso de Deputados e de locais como as sedes dos dois maiores partidos espanhóis, PSOE e PP.
