
O presidente Hu Jintao reafirmou, esta quinta-feira, a "inabalável disposição" da China de prosseguir "a via do desenvolvimento pacífico" e uma "política externa independente de paz", na sessão de abertura do 18.º Congresso do Partido Comunista Chinês.
"A China opõe-se ao hegemonismo em todas as suas formas e nunca procurará ser hegemónica ou expansionista", disse Hu Jintao, no relatório apresentado na sessão de abertura do 18.º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC), em Pequim.
O presidente chinês, que está a completar o seu segundo e ultimo mandato como secretário-geral do PCC, defendeu "o estabelecimento de um novo tipo de parcerias globais, mais justo e equilibrado" e condenou "o uso da força ou ameaça do seu uso nas relações internacionais".
Numa aparente referência ao conflito na Síria, em que a China e a Rússia divergem dos Estados Unidos e da União Europeia, Hu Jintao afirmou que a China "opõe-se a qualquer tentativa externa para subverter o Governo legítimo de outros países".
Na última década, a China tornou-se o maior exportador do mundo, à frente da Alemanha, e a segunda economia do globo, ultrapassando o Japão, mas "permanecerá um amigo seguro e um parceiro sincero dos países em vias de desenvolvimento".
O 18.º Congresso do PCC, que decorre até à próxima quarta-feira, vai escolher a liderança do país para a próxima década.
O atual vice-Presidente, Xi Jinping, deverá substituir Hu Jintao na chefia do partido, iniciando a ascensão ao poder de uma nova geração de líderes, a primeira já nascida depois da fundação da Republica Popular da China, há 63 anos.
