
O secretário-geral da NATO disse, esta terça-feira, em Bruxelas, que os mísseis "defensivos" Patriot vão ser instalados "dentro de semanas" na Turquia e apelou aos Estados Unidos e à Alemanha o envio do equipamento.
Anders Fogh Rasmussen falava antes da sessão de abertura do encontro dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança Atlântica, que começa, esta terça-feira, no Quartel-General da NATO, em Bruxelas, com a questão do envio dos mísseis Patriot para a Turquia em cima da mesa.
O secretário-geral da organização apelou aos aliados cooperação no envio dos mísseis, sobretudo a Alemanha e os Estados Unidos.
"Espero que o conselho, esta tarde, consiga avanços sobre a defesa da população turca", disse Rasmussen, referindo-se à "solidariedade" entre os aliados para com a Turquia, que pediu uma posição à NATO sobre o escalar do conflito sírio junto da zona de fronteira.
O secretário-geral da NATO sublinhou que a medida é apenas "defensiva" e de "proteção" e que não se trata de uma operação militar de intervenção.
Rasmunsen esclareceu também que se estão a ultimar questões de "ordem técnica" sobre a instalação das armas e que "depois é preciso saber quem é que pode fornecer os mísseis".
"Espero que a Alemanha e os Estados Unidos instalem os mísseis" referiu Rasmussen aos jornalistas, na altura em que estão prestes a começar os trabalhos do encontro interministerial de Bruxelas.
"Na quarta-feira vamos encontrar-nos com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia" disse também o secretário-geral da NATO, acrescentando acreditar "em mais e melhor cooperação" com Moscovo.
Rasmussen destacou ainda como assuntos a analisar na reunião de chefes da diplomacia o fim da missão da ISAF (Força Internacional de Assistência à Segurança) no Afeganistão em 2014, questões relacionadas com o combate ao terrorismo e luta contra o tráfico de estupefacientes.
