
No início desta semana, a candidata a uma secção distrital australiana deu uma entrevista onde afirmou que o islão é um país. Este sábado, desistiu da candidatura, depois do vídeo se ter tornado viral.
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Stephanie Bannister concorria, pelo partido anti-imigração One Nation, a um lugar na secção distrital de Rankin, Na Austrália. Este sábado, quase uma semana depois de ter dado uma entrevista ao canal televisivo Seven News, a candidata anunciou o fim da sua candidatura. Ao responder a algumas das perguntas que lhe foram feitas, Stephanie cometeu gafes que se tornaram alvo de atenção mediática em todo o mundo.
"Eu não me oponho ao Islão como país, mas sinto que as suas leis não devem ser bem-vindas aqui, na Austrália", disse Stephanie Bannister a Erin Edward, o jornalista do canal Seven News que conduziu a entrevista. Dias depois, um jornal local chegou mesmo a afirmar que Stephanie Bannister tinha conseguido colocar, literalmente, o Islão num mapa-mundo.
Além de insistir que o Islão é um país, a candidata australiana confundiu o termo "haram", que segundo as escrituras muçulmanas significa "proibido", com o próprio livro sagrado da religião, o Alcorão e com a comida "halal".
"Os judeus não seguem o "haram". Têm a sua própria religião, onde seguem Jesus Cristo", disse também Stephanie Bannister.
Incapaz de reconhecer os nomes dos candidatos que concorriam ao seu lado pela secção distrital em questão, Stephanie disse:
"Ainda estou a aprender o nome das pessoas envolvidas na política".
"Todas as pessoas do mundo tem muito para aprender acerca do dia-a-dia e tudo na vida se faz aprendendo", justificou-se a então candidata.
Antes de apresentar a candidatura, Stephanie Bannister já tinha demonstrado comportamentos anti-muçulmanos. Numa visita a um supermercado local, Bannister foi presa depois de ter colocado etiquetas, em produtos alimentares da marca Nestlé, que diziam "Cuidado! Comida halal financia o terrorismo". Pela sua conduta, está a enfrentar acusações de "contaminação e interferência de bens", algo que, caso fosse condenado antes do dia de eleições, teria invalidado a sua candidatura.
Este sábado, depois do vídeo se ter tornado viral durante a semana, Stephanie Bannister revogou a sua candidatura.
"Da forma como o Canal Seven editou a minha entrevista, eu pareci uma idiota", justificou-se a ex-candidata numa breve declaração à Australia Fairfax Media. Stephanie Bannister disse também que se corrigiu inúmeras vezes durante a entrevista.
O líder do One Nation, Jim Savage, disse que Bannister continuará a ter o total apoio do partido. Segundo Savage, a ex-candidata australiana esteve "debaixo de grande pressão" e recebeu ameaças dirigidas a si e à sua família.
Depois deste caso, alguns comentadores compararam Stephanie Bannister a Sarah Palin, a candidata republicana a vice-presidente das eleições norte-americanas, em 2008, que foi incapaz de nomear um único jornal que lesse e que colocou o Alaska nas proximidades da Rússia.
