EUA estimam gastar cerca de 15 mil milhões de euros no Afeganistão depois de 2014

Tony Blinken, Conselheiro de Segurança Nacional, acompanhado da Conselheira Senior da Casa Branca, Valerie Jarrett
Nicholas KAMM/AFP PHOTO
Os Estados Unidos estimam gastar cerca de 20 mil milhões de dólares (14, 67 mil milhões de euros) com a manutenção da sua presença militar no Afeganistão depois de 2014.
A estimativa foi feita terça-feira pelo assessor adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Tony Blinken, em declarações à cadeia televisiva CNN. Queremos acabar o trabalho que começámos", disse, depois de questionado se a despesa se justifica.
As declarações do assessor da Casa Branca foram proferidas no mesmo dia em que o Presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou o compromisso de manter 9800 soldados, completando a retirada total no final de 2016, num breve discurso em que deu conta do plano para depois de dezembro, data que marcará o fim da missão da Aliança Atlântica no Afeganistão (Isaf).
"Nós, norte-americanos, aprendemos que é mais difícil acabar com guerras do que começá-las", afirmou Obama.
Apesar de ter confirmado oficialmente a presença de tropas norte-americanas no Afeganistão até ao final de 2016, Obama advertiu que esse calendário dependerá da assinatura do tratado bilateral de segurança pelo futuro Presidente afegão.
Falando no Rose Garden da Casa Branca, o Presidente norte-americano referiu-se aos 9800 soldados que os Estados Unidos se propõem manter no Afeganistão após a retirada de tropas de combate no final do ano, cujo número deverá ser gradualmente reduzido até apenas restar pessoal diplomático no país, no final de 2016.
Os Estados Unidos negociaram este tratado bilateral de segurança com o anterior Presidente afegão, Hamid Karzai, que, desde então, se recusou a assiná-lo. Contudo, realçou Obama, ambos os candidatos às eleições presidenciais no Afeganistão, a 14 de junho - Ashraf Ghani e Abdullah Abdullah - declararam que assinarão o referido acordo.
