
Secretário de Estado norte-americano reuniu com governo iraquiano
Thaier Al-Sudani/Reuters
O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, recusou, esta quarta-feira, formar um Governo de emergência nacional para fazer face à ofensiva "jihadista" sunita em cinco províncias do país.
"O apelo para a formação de um Governo de emergência nacional é um golpe contra a Constituição e contra o processo político", disse Maliki num discurso transmitido pela televisão.
"O perigoso objetivo de formar um Governo de emergência nacional não está escondido. É uma tentativa daqueles que são contra a Constituição de eliminar o processo democrático e roubar os votos dos eleitores", disse.
A aliança política de Maliki, primeiro-ministro desde 2006, venceu com ampla margem as eleições legislativas de 30 de abril, elegendo quase o triplo dos deputados do segundo maior partido. O bloco xiita não obteve contudo a maioria absoluta, pelo que tem de forjar alianças com partidos rivais para formar um Governo.
Opositores internos e governos estrangeiros acusam Maliki de ter alimentado a ofensiva lançada no início de junho pelos "jihadistas" do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) com as políticas sectárias seguidas pelo seu Governo e apelado para a formação de um Governo de emergência nacional que inclua todos os sectores da sociedade iraquiana.
