
Ashraf Ghani durante a assinatura do acordo de governo de união nacional
Wakil Kohsar/AFP
A comissão eleitoral do Afeganistão anunciou, este domingo, que o universitário e economista Ashraf Ghani foi o vencedor da segunda volta das eleições presidenciais no país, realizadas em junho.
A comissão eleitoral independente anunciou os resultados finais e definitivos das eleições presidenciais três meses depois de se ter realizado o escrutínio, contestado pelo seu opositor Abdullah Abdullah.
Ashraf Ghani e Abdullah Abdullah eram os dois adversários que concorriam à sucessão do presidente Hamid Karzai.
Após a segunda volta das eleições, em meados de junho, Abdullah denunciou fraudes massivas, o que provocou um processo de revisão eleitoral. A tensão subiu rapidamente entre os partidários dos dois candidatos.
Ghani e Abdullah assinaram este domingo um acordo de governo de união nacional, numa cerimónia em Cabul.
Este acordo, que deverá dar a presidência a Ghani, deverá colocar um ponto final a meses de contenciosos sobre os resultados da segunda ronda das eleições presidenciais de 14 de junho num país frágil e que aguarda pela saída da maioria dos soldados da Nato (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no final do ano.
Tanto Ghani como Abdullah reclamavam ter ganho a eleição que foi marcada por suspeitas de fraude.
As Nações Unidas pressionaram para a constituição de um "governo de união nacional" para evitar o regresso das divisões étnicas da guerra civil do final de 1990.
A comunidade internacional - em particular os Estados Unidos, principal doador para o Afeganistão - está preocupada com os riscos da agitação política a poucos meses da retirada das forças da NATO.
