
Pedro Pardo/AFP
Os pais dos 43 estudantes que desapareceram há cinco semanas na cidade de Iguala, no Estado de Guerrero, mantêm a esperança de os encontrar com vida, disse um dos progenitores, durante uma nova jornada de protestos em Acapulco.
Cerca de cinco mil pessoas desfilaram na sexta-feira nas ruas da cidade portuária para exigir a libertação com vida dos 43 estudantes da Escola Normal de Ayotzinapa e a demissão do governador interino do Estado, Rogélio Ortega, por não ter sido eleito.
O Governo mexicano "anda à procura de mortos, quando na realidade os pais têm a esperança de que os rapazes estejam vivos", disse um dos pais à agência noticiosa Efe, sob anonimato.
Lamentou também que se procure associar a Normal Rural, escola de formação de professores primários, com os grupos guerrilheiros Exército Popular Revolucionário (EPR) e Exército Revolucionário do Povo Insurgente (ERPI).
Este pai negou ainda que, na noite de 26 de setembro passado, o grupo criminoso Los Rojos, rival do cartel Guerreros Unidos, estivesse infiltrado entre os alunos da Normal.
Os estudantes foram atacados a tiro por ordens do então autarca de Iguala, José Luis Abarca, e da sua esposa, María de los Ángeles Pineda, que se encontram fugidos, ambos colaboradores dos Guerreros Unidos.
Nessa noite morreram seis pessoas, 25 outras ficaram feridas e 43 alunos da Normal foram detidos por polícias e entregues ao cartel Guerreros Unidos.
Até agora, desconhece-se o paradeiro dos 43 jovens, apesar de já terem sido feitas 56 detenções, incluindo o líder máximo do cartel, e destacados 10 mil agentes para os procurar.
Segundo as declarações de alguns dos 56 detidos até agora no âmbito do caso, após os ataques aos estudantes, participantes de uma manifestação, por ordem do então prefeito de Iguala, José Luis Abarca, que causaram seis mortos e 25 feridos, os 43 jovens foram detidos por polícias e entregues ao cartel Guerreros Unidos.
