
Guo Guangchang terá sido fotografado a jantar em Nova Iorque, dias depois de ser dado como "desaparecido"
REUTERS/Jason Lee
O presidente do grupo chinês Fosun, detentor de várias empresas em Portugal e que esteve na semana passada incontactável na China, foi visto na quinta-feira em Nova Iorque, avançou, esta sexta-feira, a Caijing, uma revista financeira chinesa.
Guo terá sido visto a jantar em Manhattan, escreve aquela publicação, reproduzindo uma fotografia que circula nas redes sociais chinesas.
Guo Guangchang manteve-se na semana passada incontactável, após ter estado "a cooperar com as autoridades chinesas numa investigação judicial", segundo um comunicado emitido pelo Fosun.
Guo foi, alegadamente, detido à chegada a Xangai num voo proveniente de Hong Kong, segundo escreveu a agência oficial Xinhua, que não confirmou se o empresário está a ser investigado ou a prestar assistência numa investigação.
Na segunda-feira, participou da reunião anual da empresa, mas posteriormente não voltou a ser visto em público.
O caso ocorre num período em que as autoridades chinesas mantêm um apertado escrutínio sobre o setor financeiro do país, desde que, no verão, a bolsa de Xangai desvalorizou 30%, após ter avançado 150% no espaço de quase um ano.
"Hoje fui até ao centro jantar fora e cruzei-me com a conhecida figura Guo Guangchang", lê-se na legenda da fotografia, escrita em chinês e publicada originalmente por um internauta na rede social Facebook.
"Ele parece estar bem-disposto", acrescenta o internauta, citando o registo como uma evidência de que Guo tem estado "apenas a assistir numa investigação".
A fotografia foi, aparentemente, tirada sem que o dono do Fosun se apercebesse.
Em Portugal, além da Fidelidade e da Espírito Santo Saúde, reconvertida em Luz Saúde, o grupo chinês detém uma participação de 5,3% na REN e foi um dos candidatos à compra do Novo Banco, até as negociações terem sido suspensas pelo Banco de Portugal.
No último ano, segundo os dados compilados pela agência Bloomberg até julho, o gigante empresarial, dono do Club Mediterranee, anunciou 10 aquisições num total de 6,4 mil milhões de dólares (5,6 mil milhões de euros).
Tem ainda a maior carteira imobiliária em Xangai, a capital económica da China e uma das cidades do país com o preço mais caro por metro quadrado.
Até ao momento, o Fosun não detalhou o motivo pelo qual o multimilionário chinês está a cooperar com as autoridades.
