
Protesto contra a libertação do jovem agressor
Adnan Abidi/Reuters
O mais jovem de seis homens acusados de terem violado uma jovem há três anos, na Índia, crime que comoveu o país e provocou mudanças na legislação, saiu da prisão sob fortes protestos.
O jovem conseguiu a liberdade por ser menor de idade quando cometeu o crime.
"Todos sabíamos que seria libertado. Por que não foram dados os passos necessários durante estes três anos para evitá-lo?", perguntou a mãe da jovem Jyoti Singh, Asha Devi, momentos antes do agressor ser solto, ao início da tarde deste domingo.
Os pais de Jyoti Singh - violada e espancada por um grupo em 16 de dezembro de 2012 e que morreu semanas depois em consequência dos ferimentos causados pelas agressões - protestaram, acompanhados de vários simpatizantes, em frente ao emblemático monumento da Porta da Índia, no centro de Nova Deli, apesar da oposição da polícia.
O jovem ficará nos próximos meses sob supervisão de uma organização não-governamental, de acordo com o relato das autoridades indianas, que não quiseram dar mais detalhes.
Dos cinco agressores adultos, um supostamente suicidou-se na prisão e os outros quatro foram condenados à morte, enquanto o único menor foi condenado por um tribunal juvenil a três anos de detenção.
A violação da jovem gerou na Índia um debate sem precedentes sobre a condição da mulher no país e fez as autoridades endurecerem as penas contra violadores, colocando as políticas de proteção à mulher dentro dos programas oficiais dos partidos indianos.
