
José Eduardo dos Santos foi proclamado, esta sexta-feira, em Luanda, como presidente-eleito de Angola nas eleições gerais de 31 de agosto, numa declaração lida pelo presidente da Comissão Nacional Eleitoral angolana.
André da Silva Neto anunciou, ainda, que o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que dirige os destinos do país desde a independência, em 1975, foi a formação política mais votada, elegendo 175 dos 220 deputados da Assembleia Nacional angolana.
O segundo partido mais votado foi a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), que elegeu 32 deputados, seguindo-se a Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE) com oito deputados, o Partido da Renovação Social com três e a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) com os restantes dois.
Dos 9.757.671 eleitores inscritos foram registados 6.124.669 votantes, pelo que a abstenção no escrutínio foi de 37,23 por cento, cerca de três vezes superior à das eleições legislativas de 2008.
Na declaração que fez antes da leitura dos resultados finais provisórios, André da Silva Neto destacou o que classificou como "desfecho exitoso" do processo eleitoral e salientou os "avanços técnicos e organizativos alcançados" em comparação com os dois escrutínios anteriores, em 1992 e 2008.
Reconheceu, todavia, que os "desacertos e imprecisões verificados num ou noutro caso", que considerou "inevitáveis", se justificam pelos "sofisticados e complexos novos métodos introduzidos" face ao período de tempo concedido à CNE para preparar e organizar o ato eleitoral.
Os "desacertos e imprecisões" referenciados "impediram que uma respeitável franja" do eleitorado exercesse o direito de votar, acrescentou.
"Contudo, tais discrepâncias em nada beliscaram o processo eleitoral agora concluído e podemos informar convictamente que conseguimos, apesar das inúmeras dificuldades, realizar e concluir um processo transparente, justo, livre, credível e democrático", acentuou.
Para dar força às suas conclusões, André da Silva Neto citou os "rasgados elogios" dos observadores nacionais e internacionais, de especialistas de "reconhecido mérito em processos eleitorais, dos "fazedores de opinião" e de estadistas de vários países e políticos de "craveira nacional e internacional".
Não houve direito a perguntas na sessão.
