
A ministra da Educação explicou, quarta-feira, que a obrigatoriedade de permanência de quatro anos na bolsa de classificadores tem que ver com o facto deste ser um projeto a longo prazo em que há um investimento na formação dos professores.
Em declarações à agência Lusa, à margem da 1.ª Conferência Internacional dos Empresários pela Inclusão Social (EPIS) sobre "Escola de Futuro", Isabel Alçada garantiu que a decisão de tornar obrigatória a permanência na bolsa durante quatro anos não tem a ver com o facto dos professores não terem chegado a acordo com o Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE).
A obrigatoriedade vem definida num despacho publicado hoje em Diário da República que altera o primeiro despacho, publicado a 3 de Dezembro de 2010, onde estava estipulado que os professores que viessem a ser seleccionados para integrar a bolsa estabeleciam com o Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) "um acordo de colaboração com a vigência de quatro anos".
O novo despacho determina ainda que os professores seleccionados como classificadores, pelo director da escola, têm, "obrigatoriamente, de frequentar as acções de formação para as quais seja indicado".
"Para que as pessoas que trabalham nesta área sejam cada vez mais competentes e para que haja cada vez maior competência neste e noutros domínios, é preciso ter um investimento na formação e esse investimento implica recursos e implica organização de formação, implica que as pessoas sejam apoiadas para poderem frequentar a formação, ou seja, todo um esforço por parte dos formandos e do Ministério que é importante que não seja feito em vão", justificou Isabel Alçada.
A ministra da Educação usou uma comparação com o sector empresarial para explicar que também aqui quando há um certo investimento por parte de uma empresa num determinado trabalhador é expectável que este "assegure uma determinada continuidade".
"E foi isso que quisemos com este despacho", garantiu.
