O prazo para as escolas validarem as candidaturas de professores ao concurso que terminava esta segunda-feira foi prolongado por 24 horas, disse o presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Adalmiro Fonseca.
O processo deve assim ficar concluído até às 18 horas de terça-feira, segundo informação enviada esta segunda-feira às escolas pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação.
As escolas haviam pedido o prolongamento do prazo na sexta-feira, devido a problemas de acesso à plataforma electrónica utilizada para formalizar as candidaturas destinadas à colocação de quase 55 mil professores contratados nas escolas para o próximo ano lectivo.
Em declarações à Lusa, Adalmiro Fonseca afirmou que o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura, respondeu prontamente à comunicação que lhe foi enviada na semana passada, mas para dizer que não havia necessidade de prolongar o prazo que terminava segunda-feira às 18 horas.
"Não sei se o secretário de Estado se esqueceu que era fim de semana. Trabalhámos no sábado e no domingo em casa porque o acesso pela escola (banda instalada no âmbito do Plano Tecnológico da Educação - PTE) era muito lento", afirmou, acrescentando que o sistema ia "constantemente abaixo".
Até sexta-feira, ao final do dia, foram validadas 73% das candidaturas, segundo dados do Ministério da Educação.
Contactada também pela Lusa, fonte do ministério revelou que até às 16.30 horas foram validadas 52.758 candidaturas de docentes, correspondentes a 96% do total.
Trata-se de um concurso anual destinado a suprir as chamadas necessidades transitórias nas escolas, ao qual podem concorrer docentes que pretendam entrar no sistema ou mudar de escola.
O director desabafou esta segunda-feira que a largura de banda que tem na escola é a mesma que tem em casa, o que não é compatível com o trabalho de um estabelecimento de ensino, ainda para mais nesta fase.
"Se as escolas têm de estar todas a funcionar na mesma altura, dentro do mesmo prazo, tem de haver capacidade", apelou.
Para Adalmiro Fonseca, "gastaram-se milhões em coisas que não funcionam", no âmbito do PTE, acrescentando o exemplo da videovigilância instalada em quase todas as escolas, mas ainda sem funcionar em muitos estabelecimentos.
