Seguro promete código de ética para o exercício de cargos partidários e políticos

GERARDO SANTOS/Global Imagens
O candidato à liderança do PS António José Seguro prometeu, esta quinta-feira, que, se for eleito secretário-geral, colocará em vigor um código de ética sobre o exercício de cargos partidários e políticos por parte dos socialistas.
Esta foi uma das ideias avançadas pelo ex-ministro de António Guterres no debate que travou com o seu rival na corrida interna, Francisco Assis, e que foi promovido pela Federação da Área Urbana de Lisboa.
No debate, que vários dirigentes socialistas disseram ter sido menos tenso do que aquele que os dois candidatos travaram terça-feira na SIC- Notícias, António José Seguro voltou a demarcar-se da proposta de Assis no sentido de abrir aos cidadãos em geral a escolha dos candidatos socialistas a cargos políticos e deu ênfase à necessidade de um amplo consenso político para o combate à corrupção.
Neste ponto, de acordo com fontes contactadas pela agência Lusa, Seguro prometeu que, se for eleito, colocará em vigor um código de ética.
"Adoptaremos um código de ética para o exercício dos cargos partidários e para os cargos públicos. Quero separar o trigo do joio", disse.
Ao longo do debate, perante uma plateia repleta de militantes, Seguro também jogou a cartada de prometer que, se for eleito líder, fará no aniversário dos 40 anos da fundação do PS (Abril de 2012), "um grande momento de afirmação do partido".
Essa celebração, segundo o candidato, acontecerá logo após o debate interno que pretende lançar para a reforma interna do PS -- discussão que se deverá iniciar logo após o congresso de Setembro e que terminará em Março de 2012.
Sobre o debate, António José Seguro disse que tem visto "um partido mobilizado, unido, com militantes que querem dar a sua opinião".
"Confio muito nos militantes do PS, tenho feito uma campanha serena, tranquila, falando das minhas ideias e propostas para a modernização do partido, valorizando a cidadania partidária e abrindo também o PS ao exterior", disse, antes de referir que já lançou ao presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, uma desafio para uma revisão das leis eleitorais autárquicas e para a Assembleia da República.
Interrogado sobre o motivo que o levou a fechar este debate à presença de jornalistas, Seguro afirmou recusar-se "em termos públicos a fazer um debate sobre os debates".
"Em termos públicos as minhas preocupações são apresentar ideias, conversar com os militantes e ajudar a resolver os problemas dos portugueses. O PS existe para ajudar a resolver os problemas dos portugueses", argumentou.
