
O aumento das tarifas dos transportes públicos foi uma exigência colocada no memorando de entendimento pela 'troika', que até tinha expectativas de um aumento superior a 15%, segundo o primeiro-ministro.
Passos Coelho, que falava no final da cimeira extraordinária da Zona Euro, comentava o anúncio feito pelo Ministério da Economia de que o Governo vai comunicar às empresas de transportes públicos um aumento médio de 15% nos preços dos bilhetes e passes sociais.
"A questão que envolve o valor do aumento (15%) está muito relacionado com a própria expectativa que na altura a troika formulou ao anterior Governo. Devo dizer que havia, em média, a expectativa de que esses aumentos pudessem andar em torno de pelo menos 20%", adiantou.
O primeiro-ministro disse que o Governo optou "por fazer agora um aumento médio de 15%" e acomodar, dentro do prazo que era dado pelo próprio memorando de entendimento, "para uma fase ulterior, a correcção que ainda será necessário fazer, de modo a que os prejuízos operacionais possam vir a ser corrigidos, não apenas com o aumento das tarifas, mas também com a reestruturação das empresas".
Passos Coelho explicou ainda que, sendo este aumento uma exigência do memorando, "o Governo português tinha a obrigação de, até ao final deste mês, definir esse aumento das tarifas, de modo a que ele pudesse ser praticado a partir de 01 de Agosto", o que, por motivos operacionais, exigia uma comunicação às empresas de transportes com esta margem temporal.
Por fim, garantiu que "haverá o cuidado de reparar a situação de todos aqueles que têm rendimentos muito baixos e que não poderiam acomodar aumentos tão elevados".
Remetendo mais explicações para o ministro da Economia, "em devido tempo", apontou que "essa resposta", que classificou como "excepção para garantir a coesão social", será "encontrada dentro de um plano de emergência social" que está a ser ultimado.
ACC.
Lusa/fim
Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
