
O Governo está "de joelhos perante os interesses dos mercados financeiros", acusa o PCP. Pedro Passos Coelho "não tem coragem para cortar no Estado, anda à deriva e pede sacrifícios sempre aos mesmos", acrescenta o BE, em reacção ao discurso do primeiro-ministro na Festa do Pontal, domingo à noite, que marcou a "rentrée" do PSD.
O PCP acusou o Governo e o primeiro-ministro de estarem "de joelhos perante os interesses dos mercados financeiros", dizendo ainda que o Executivo quer "condenar" os trabalhadores a "mais exploração e mais desemprego".
Para Jorge Cordeiro, da comissão política do PCP, o discurso de Pedro Passos Coelho na Festa do Pontal, foi representativo de "um Governo, um primeiro-ministro e uma maioria de joelhos perante os interesses dos mercados financeiros e das grandes potências estrangeiras" na imposição de "um programa de agressão e submissão".
"O rumo que Passos Coelho quer impor, se os portugueses deixassem, é o rumo que está à vista e é conhecido pelas primeiras medidas destes pouco mais de 50 dias: roubo nos rendimentos dos trabalhadores, no subsídio de Natal, nos medicamentos, mais dificuldade de acesso à Educação e à Saúde, mais transportes pagos em condições absolutamente insuportáveis, aumento exponencial de electricidade", enumerou o comunista.
O povo e os trabalhadores, sustenta Jorge Cordeiro, vão reagir com "luta, resistência e oposição" às medidas do Governo.
Governo "não tem coragem para cortar no Estado"
O BE considera que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, "não tem coragem para fazer os cortes no Estado gordo", considerando que o Governo "anda à deriva" e a pedir "sacrifícios sempre aos mesmos".
Em declarações aos jornalistas, a deputada do BE Catarina Martins afirmou que "este Governo corta sempre nos mesmos, sacrifica sempre os mesmos salários, corta em serviços públicos essenciais e não tem a coragem de fazer cortes no chamado Estado gordo", prometidos pelo primeiro-ministro na campanha eleitoral.
"Temos um Governo à deriva que nos empurra mais e mais para o abismo", disse, acrescentando que o discurso do primeiro-ministro na festa do Pontal, no domingo, demonstra que o Governo "não tem uma única ideia para a criação de emprego nem uma única ideia para o crescimento económico".
Para o BE, "em nome de cortes de despesas futuras, que não se sabe quando virão nem quais serão", Pedro Passos Coelho "pede mais sacrifícios e anuncia mais aumentos de impostos e de preços".
