Dezenas de personalidades ligadas à política mas também à economia e à sociedade civil marcam presença desde as 17 horas desta segunda-feira na homenagem ao antigo presidente da República Ramalho Eanes, que decorre em Lisboa.
Nomes da política dominam a cerimónia, estando presentes figuras como a antiga presidente do PSD Manuela Ferreira Leite, o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, ou o fundador do CDS-PP, Adriano Moreira.
O empresário Henrique Granadeiro, a antiga provedora da Casa Pia Catalina Pestana o antigo procurador-geral da República Pinto Monteiro e Duarte Pio de Bragança são outras das personalidades que se deslocaram à homenagem.
Um "testemunho público" homenageia esta segunda-feira, no auditório da Associação Industrial Portuguesa, na antiga FIL, o antigo presidente da República Ramalho Eanes, que estará presente na iniciativa em que será também apresentado um prémio com o seu nome para distinguir os valores cívicos de pessoas ou instituições.
O ex-presidente da República António Ramalho Eanes fará uma intervenção cerca das 20.30 horas e apenas então surgirá no evento.
A iniciativa desta segunda-feira serve também para apresentar com maior detalhe o prémio Ramalho Eanes, que terá um valor de 50 mil euros, garantidos para a primeira edição, em 2014, criado com o objetivo de distinguir bianualmente personalidades ou instituições na área dos valores da cidadania.
A comissão cívica do testemunho público a Ramalho Eanes, que promove o prémio e a partir da qual deverá ser escolhido o júri, conta com mais de 90 personalidades, entre as quais os ex-presidentes da Assembleia da República Jaime Gama e Mota Amaral, o ex-ministro Bagão Félix, o histórico socialista Manuel Alegre, os empresários Belmiro de Azevedo e Henrique Granadeiro, os cientistas Alexandre Quintanilha e Sobrinho Simões, a presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, os artistas plásticos Júlio Pomar e José de Guimarães, entre outros.
Ramalho Eanes foi presidente da República entre 1976 e 1986.
Foi o coordenador das operações militares de 25 de Novembro de 1975, que pôs fim à influência da extrema-esquerda desde o 25 de Abril de 1974 e, na prática, pôs fim ao PREC (Processo Revolucionário em Curso).
