O advogado do único arguido detido alegadamente por tráfico de droga, segurança privada ilegal e outros ilícitos que não pertence à PSP disse aos jornalistas que "não ficou satisfeito" com as medidas de coação impostas ao seu constituinte.
"Não fiquei satisfeito a 100 por cento, mas não vou recorrer" do despacho de acusação, disse António Ferreira Ramos à porta do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa.
O advogado confirmou ainda que dois dos arguidos ficaram em prisão preventiva, mas não o seu cliente.
O juiz Carlos Alexandre, que está também à frente do processo Face Oculta, decretou hoje a prisão preventiva para os dois agentes da PSP envolvidos no caso, disseram fontes ligadas ao processo.
Os restantes arguidos, o chefe de esquadra do Estoril, um subcomissário da Divisão Criminal da PSP de Cascais e o que não está ligado à PSP, foram proibidos de entrar nas esquadras, de ter contactos entre si, contactos com testemunhas e de exercer a atividade.
Uma outra fonte ligada ao processo disse que o arguido que não pertence à PSP ficou ainda impedido de exercer atividades relacionadas com a segurança privada, setor a que estava ligado.
Ao chefe de esquadra do Estoril foi ainda aplicada uma caução, e os dois agentes aos quais foi decretada a prisão preventiva, um deles considerado o "líder" do grupo, vão para o estabelecimento prisional de Évora.
Eram cerca das 22:00 quando o advogado António Ferreira Ramos entrou no TIC, o que significa que terá sido a essa hora que o juiz convocou os advogados para ler o despacho, que terá mais de 150 páginas.
Desconhece-se até agora se o Ministério Público vai fazer alguma comunicação oficial sobre as medidas hoje aplicadas.
Os cinco arguidos têm idades entre os 32 e os 47 anos e são alegadamente acusados de tráfico de droga, segurança privada ilegal e outros ilícitos.
