Mais impostos apertam cerco a trabalhadores e reformados

 | 12.09.2012 - 00:23
Portugal pode ter ganho um ano para corrigir o défice, mas o cerco às famílias vai apertar-se, com mais IRS e reformas a caírem. Gaspar deixou também a promessa de mais impostos sobre o luxo e as empresas.
 
José Manuel Ribeiro/REUTERS
Vítor Gaspar diz esperar não serem necessárias mais medidas

Ainda não refeitos do anúncio da maior transferência de dinheiro dos trabalhadores para as empresas de que há memória, com as mudanças nos pagamentos à Segurança Social, os portugueses tiveram ontem mais más notícias: os impostos vão subir, os vencimentos vão descer e os apoios sociais serão, outra vez, cortados. A boa notícia é que o país ganhou um ano para baixar o défice, graças à "credibilidade e confiança" ganhas, disse Vítor Gaspar, rodeado pelo estado-maior do Ministério das Finanças.

A reação dos partidos da Oposição foi violenta, com António José Seguro a deixar antever o fim do consenso nacional tão louvado pela Europa e a pressionar Cavaco Silva com um pedido de reunião. Dos partidos que sustentam o Governo, a resposta foi mais cautelosa, com o PSD a dar o apoio oficial e Paulo Portas a ganhar tempo, alegando ir reunir-se com o CDS (ler páginas seguintes).

Mas, se nada mudar no próximo mês (Vítor Gaspar diz esperar não serem necessárias mais medidas), será entregue ao Parlamento uma proposta de Orçamento para 2013 que tirará, em média, 5% às pensões dos reformados do Estado, aumentará o IRS para os trabalhadores e pensionistas, voltará a cortar apoios sociais como o subsídio de desemprego e RSI, abrirá a porta do desemprego aos mais de 80 mil contratados do Estado e tirará subsídios aos funcionários públicos (remunerações além do salário-base).

Para "garantir que os sacrifícios são repartidos por todos", Vítor Gaspar quer, ainda neste ano, aumentar os impostos sobre os imóveis avaliados em mais de um milhão de euros e os rendimentos de capital, como dividendos e mais-valias sobre operações bolsistas. O mesmo acontecerá a carros de luxo, barcos e aviões e aos lucros das empresas. Não disse, contudo, quanto passarão a pagar. Amanhã, será conhecida a lista de fundações que verão cortados ou diminuídos os apoios do Estado.

Já o prometido corte nos pagamentos das Parcerias Público-Privadas (PPP) foi, de novo, adiado. Só em dezembro haverá uma "estratégia" para lidar com esses contratos, afirmou.

Patrões obrigados a poupar

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