
Torre do Tombo tem projeto para sistematizar arquivos públicos
João Manuel Ribeiro
O Estado tem mais de cinco mil km (como ir do Porto a Moscovo) de arquivos por organizar como mandam as regras e a Torre do Tombo já apresentou um plano para o fazer. Os dos governos civis estão quase ordenados.
Governo, câmaras, empresas e outras entidades públicas somam 5400 quilómetros de arquivos por organizar e a Torre do Tombo já apresentou um projeto, a financiar pelos próximos fundos europeus, para que 180 funcionários públicos passem cinco anos a pôr ordem na memória documental do país. A Secretaria de Estado da Cultura mostrou interesse na proposta, disse Silvestre Lacerda, diretor da Torre do Tombo, a quem compete gerir os arquivos públicos.
Os mais de cinco mil quilómetros de documentos, que se encontram em diferentes estádios de organização, dizem respeito a toda a "coisa pública", mas a prioridade da Torre do Tombo são os 1400 quilómetros detidos pela Administração Central, quase tanto quanto do Porto a Paris de prateleira linear.
