
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, reconhece que a autarquia não pagou algumas obras resultantes de Parcerias Público-Privadas por falta de financiamento, mas desvalorizou as buscas realizadas pela Polícia Judiciária.
A PJ está a investigar a atribuição de milhões de euros a obras contratadas pelas Câmaras Municipais, no âmbito das Parcerias Público-Privadas (PPP), e que nunca chegaram a ser realizadas.
Isaltino Morais confirmou à Agência Lusa que "as coisas não correram bem" com algumas PPP. "A Caixa Geral de Depósitos falhou pagamentos e por isso não houve financiamento, o que atrasou as obras", justificou o autarca, sublinhando, contudo, que no que respeita a escolas "estão construídas e muitas delas a funcionar".
Isaltino Morais disse ainda estar "tranquilo" quanto à investigação de que a Câmara está a ser alvo por parte da Polícia Judiciária.
"É uma operação que abrange também outras autarquias e que as autoridades lá saberão porquê. Nós estamos tranquilos e a aguardar com serenidade", concluiu o líder do executivo municipal de Oeiras, assegurando que "o problema das Parcerias Público-Privadas está a ser acompanhado".
Das buscas à Câmara de Oeiras, a PJ levou documentos extraídos do computador do vice-presidente da Câmara, Paulo Vistas, que à Lusa disse estar "sereno", até porque, frisou, "a operação abrangeu várias autarquias e, portanto, o alvo da investigação não é a Câmara de Oeiras nem o vice-presidente".
Além de Oeiras, também Odivelas e Alcobaça foram alvo de buscas, bem como outras empresas da zona Centro, Lisboa e Zona Oeste.
