
Mónica Santos repetiu inúmeras vezes que não queria comprar nada e que não se deixava enganar com telefonemas.
"No início deste mês, recebi um telefonema de uma senhora que se intitulou técnica da PT e disse estar a fazer um estudo de opinião sobre a situação do país e que tinha um prémio para me oferecer. Eu disse-lhe que estava "escaldada" e que não queria prémio algum", contou ao JN Mónica Santos, proprietária de um salão de cabeleireiro no Porto.
A falsa técnica, no entanto, insistiu então para que Mónica Santos ligasse para um número a começar por 607, de valor acrescentado, que "era o departamento de registo. Assim fiz e caí na esparrela", disse a empresária, enquanto mostrava a fatura com 58,93 euros para pagar.
Não comprou nada, não se inscreveu e sempre lhe foi dito que a intenção da chamada era apenas fazer um inquérito sobre o que as pessoas pensam a situação do país, a anunciada proibição de fumar nos automóveis, as férias, o que pensava sobre turismo rural.
"Vejo, agora, que a mulher estava era interessada em prolongar a conversa o mais possível. Quando lhe disse o que fazia até brincou e que quando viesse ao Porto viria ao meu salão. No final da conversa, disse que, no prazo máximo de quatro semanas, iria receber o prémio, que seriam duas noites num hotel à escolha", afirmou.
A chamada durou 16,59 minutos, cada um faturado a 2,80 cêntimos, mais IVA. "Liguei para a PT, mas disseram-me que eram apenas intermediários e não faziam inquéritos. Entretanto, uma cliente disse-me que lhe tinha acontecido o mesmo, mas que a chamada tinha durado mais tempo e até estava com medo de ver a conta", disse Mónica Santos.
