Mulher mata marido por recusar o divórcio

 | 15.09.2012 - 00:48
Passaram a tarde na Conservatória de Almada, onde Léia Oliveira, 33 anos, tinha levado o marido Léo Magno França, 23 anos, para assinar o divórcio. Na mala, a mulher, que era vítima de violência doméstica, trazia uma caçadeira de canos serrados. Como o homem se recusou a assinar, abateu-o à porta da conservatória e entregou-se à PSP.
 
Mulher mata marido por recusar o divórcio
foto Pedro Rocha/Global Imagens
Mulher abateu marido à porta da conservatória

Esta sexta-feira, a cabeleireira e o marido decidiram ir à 2.ª Conservatória do Registo Civil de Almada, onde iriam assinar o divórcio. Léo e Léia estavam casados há cinco anos e tinham um bebé de dois, mas o casal já não se entendia. A mulher sofria de violência doméstica e já se tinha queixado várias vezes à PSP, na Costa da Caparica, onde viviam. "Ele era muito agressivo e tratava-a mal. Ouviam-se muitos gritos e insultos e ela sempre aguentou sem nunca se queixar", disse ao JN um vizinho do casal.

Caçadeira na mala

Ao que o JN apurou, a criança foi ontem entregue à irmã de Léia, para que ela e o marido fossem à conservatória. Mas naquele local, Léo recuou, já não queria assinar o divórcio e passou a tarde em avanços e recuos. Terá mudado de opinião dizendo, ora que assinava os documentos, ora que não assinava. A atitude do desempregado, que durou até ao encerramento dos serviços, enfureceu Léia. Quando saíam os dois da conservatória, a mulher baleou o marido com a caçadeira de canos serrados sacada da mala que trazia com ela, o que indicia que já premeditara o crime.

O disparo assustou muita gente na movimentada Praça São João Baptista, em Almada. "Ouviu-se um estrondo e foi muita gente para perto do corpo", disse, ao JN, uma moradora.

A PSP chegou rapidamente ao local e deteve a mulher que não ofereceu resistência. Foi para a esquadra do Pragal, onde confessou tudo à PJ.

À saída da conservatória, Léo disse à mulher que jamais assinaria o divórcio e ameaçou fugir este fim de semana para o Brasil. Para Léia foi insuportável saber que a custódia do bebé de dois anos nunca iria ser resolvida. Sacou a caçadeira e abateu o marido.

 
 
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