
Condenadas 24 pessoas
Vítor Rios/Global Imagens
Os três líderes de um grupo que assaltava marcos dos correios na Grande Lisboa foram condenados, esta sexta-feira, pelo Tribunal de Sintra, a 18, 10 e 8 anos de prisão efetiva.
No total, o Tribunal de Sintra condenou 24 dos 40 arguidos. Onze foram condenados com penas de prisão efetiva, 7 com pena suspensa e seis foram multados.
De acordo com a acusação, o 'modus operandi' do grupo consistia em furtar cheques que pertenciam a bancos, instituições de crédito, Segurança Social, empresas e particulares dos marcos dos correios dos CTT, previamente escolhidos pelos dois alegados cabecilhas.
Seguia-se a seleção dos cheques a adulterar e a sua entrega aos falsificadores. O esquema, que terá funcionado entre 2009 e 2010, prosseguia com o depósito dos cheques com os valores adulterados em contas bancárias abertas com documentação falsa, angariadas por 15 dos arguidos junto de familiares e amigos ou em contas criadas para o efeito pela organização.
De acordo com a acusação, no topo da organização criminosa encontravam-se Carlos Barreto (conhecido como Calili ou Cardume) e um outro arguido conhecido por Bola que, segundo o MP, fundaram, lideravam e controlavam o grupo, dando instruções diretas aos outros elementos, nomeadamente aos falsificadores e angariadores das contas bancárias.
Nove dos arguidos encontravam-se em prisão preventiva, ao abrigo deste processo e três estavam a cumprir pena por condenação noutro julgamento. Durante o julgamento um dos arguidos viu a sua medida de coação alterada, de prisão preventiva para termo de identidade e residência
*com Lusa
