
Sete anos depois do escândalo, 12 mil portugueses estão a receber cartas em que a administração de insolvência da Afinsa só garante o pagamento de 5% dos milhões que aqueles julgavam ter investido em selos.
3O juiz espanhol que acusou 14 ex-dirigentes da Afinsa de burla qualificada, entre outros crimes, concluiu que a atividade filatélica era residual (só gastou em selos 7% a 8% do dinheiro dos clientes). A Afinsa fazia crer que o seu negócio era a compra e venda de coleções de selos, mas o que montou foi um negócio de "caráter piramidal", apostado só em captar fundos de clientes, mediante contratos de investimento com altas taxas de rendimento, que só eram pagas se aqueles não resgatassem o capital ou angariassem novos investidores. Como os benefícios não eram reais, o défice patrimonial foi-se acumulando até, em 2008, a pirâmide se desmoronar.
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