Ensino Superior vai receber menos de 40 mil estudantes

 | 08.09.2013 - 00:01
Pelo terceiro ano consecutivo diminuiu o número de estudantes que ingressam no Ensino Superior. Este ano, entraram 37 415 alunos - o número mais baixo desde 2006, último ano da década em que entraram nas instituições menos de 40 mil na primeira fase do concurso de acesso. Resultado: 93% dos candidatos já ficaram colocados.
 
Ensino Superior vai receber menos de 40 mil estudantes
foto Corbis

Recorde-se que desde 2010 também desce o número de candidatos e de vagas disponíveis. Em sentido oposto, o de vagas sobrantes não para de aumentar - este ano sobram para a segunda fase 14 176 vagas, sendo que 72,5% desses lugares são em institutos politécnicos.

A taxa de ocupação só não desceu, aliás, nas escolas superiores de Enfermagem de Porto, Lisboa e Coimbra e na de Hotelaria e Turismo do Estoril que já preencheram a totalidade das vagas. De resto, tanto universidades como politécnicos perderam alunos. A segunda fase do concurso arranca amanhã e termina dia 20, sendo os resultados divulgados a 26.

A nova queda no número de colocados não surpreende o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP). António Rendas considera que as universidades e o Governo (que ainda não aprovou o estatuto do estudante estrangeiro proposto pelo CRUP) deviam olhar para a captação de alunos internacionais como uma oportunidade para contornar a quebra da "procura interna". Mas, o que mais preocupa o também reitor da Universidade Nova de Lisboa é o novo corte orçamental previsto para o Ensino Superior em 2014.

"O ano letivo está a começar, pelo que é bom termos a certeza do que podemos contar", frisa, considerando que seria "um suicídio" para o país "enfraquecer" ainda mais as instituições de Ensino Superior.

Algarve volta a ser a universidade com mais lugares para a segunda fase (735). Mas as vagas sobrantes quase duplicaram na Técnica de Lisboa, de 208 para 403. O politécnico de Bragança lidera esta lista - tem 1420 vagas sobrantes para a segunda fase, tendo preenchido apenas 23% dos lugares abertos. A Universidade do Porto preencheu 97% das vagas, Nova de Lisboa e ISCTE 92%. Entre os politécnicos, o Porto volta a ser o que mais preenche os lugares, 81%, seguido de Lisboa (68%) e Coimbra (65%).

Face à descida da procura, subiu o número de alunos que conseguiu entrar na sua primeira opção - foram 60% dos candidatos, tendo 91% conseguido ingressar numa das três primeiras opções.

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